Tinha saudades
De mim, do meu tempo
Do sossego perturbado;
Vem alma, funde-te
Sê quem sou, torna-me no possível
Traz-me a voz,
Soa as badaladas.
Parece-me infinita a essência
Mas o prazo é a decadência,
E hoje em morte de um fim
Aconchega-te.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Quando Chove
Eu quero saber os porquês,
Mas não - cala-te.
Eu quero e também não.
Não existe um todo
Mas não sei o que é o nada
Se soubesses dizias?
- Porquê?
Distorção;
Distorcido, bloqueado
Serei um dia bom...
Nesta ebulição que me ferve
Um passo atrás
Daquele que me leva à frente
Foi uma desvantagem,
Eu perdi.
Mas não - cala-te.
Eu quero e também não.
Não existe um todo
Mas não sei o que é o nada
Se soubesses dizias?
- Porquê?
Distorção;
Distorcido, bloqueado
Serei um dia bom...
Nesta ebulição que me ferve
Um passo atrás
Daquele que me leva à frente
Foi uma desvantagem,
Eu perdi.
Posfácio
Apreendi as horas.
Dá-me um segundo,
Mais uma hora
Tic-tac, tic-tac de novo.
Ecoa vezes sem conta;
Seja uma badalada ou todas elas
Pergunta...
Falta quanto tempo falta
Dez para a eternidade ou...
(Não sei, não sei)
Apreende-se as horas,
E o momento já prende
Dá-me um segundo,
Mais uma hora
Tic-tac, tic-tac de novo.
Ecoa vezes sem conta;
Seja uma badalada ou todas elas
Pergunta...
Falta quanto tempo falta
Dez para a eternidade ou...
(Não sei, não sei)
Apreende-se as horas,
E o momento já prende
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Droguei-me no desperdício
Para quê?
Ausentei-me de realidades
Para nunca mais ter de voltar.
O corpo mói-me pela falta
Mas a tua ausência ecoa no infinito,
E quando de dois se subtrai um
Quebra-se o gelo e o mar cai,
A morte ficar por chegar.
Foi a limitação,
O vazio de aparência.
Chegaste para nunca mais regressar
E este foi o resultado a concluir:
A escolha a escolher,
Foi ditada desde o princípio.
Para quê?
Ausentei-me de realidades
Para nunca mais ter de voltar.
O corpo mói-me pela falta
Mas a tua ausência ecoa no infinito,
E quando de dois se subtrai um
Quebra-se o gelo e o mar cai,
A morte ficar por chegar.
Foi a limitação,
O vazio de aparência.
Chegaste para nunca mais regressar
E este foi o resultado a concluir:
A escolha a escolher,
Foi ditada desde o princípio.
terça-feira, 21 de outubro de 2008
Quero,
Amanhã já não.
São vagas
Que por momentos preenchem-me.
Em secundário
Uma mente que nega.
Não, por favor não
Dores de cabeça
E mais desconforto;
Quando tu e eu discordamos
O que fica em comum acordo?
Se alguma vez aceitar, não é por ti
- Por todos.
Leva o seu tempo até morrer
Um pouco paranóico na verdade.
Se valeu a espera
Sejamos felizes - em segundos.
A minha validade expirou
E tudo o resto quebrou.
Amanhã já não.
São vagas
Que por momentos preenchem-me.
Em secundário
Uma mente que nega.
Não, por favor não
Dores de cabeça
E mais desconforto;
Quando tu e eu discordamos
O que fica em comum acordo?
Se alguma vez aceitar, não é por ti
- Por todos.
Leva o seu tempo até morrer
Um pouco paranóico na verdade.
Se valeu a espera
Sejamos felizes - em segundos.
A minha validade expirou
E tudo o resto quebrou.
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
Segundos após o fecho
Tenho o ódio entalado na garganta.
(ou será amor?)
Engulo a seco
Boa noite dia
Madrugada ilesa
SILÊNCIO...
Quero ouvir o silêncio.
Cuidado quando,
Quando te amam demais
Caminho devagar
Em direcção à bebida
Não me cura
Ou sequer alivia.
Talvez esqueça...
Os barcos partiram
O significado vazou
(ou será amor?)
Engulo a seco
Boa noite dia
Madrugada ilesa
SILÊNCIO...
Quero ouvir o silêncio.
Cuidado quando,
Quando te amam demais
Caminho devagar
Em direcção à bebida
Não me cura
Ou sequer alivia.
Talvez esqueça...
Os barcos partiram
O significado vazou
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
Jogador
Vadio mais que todos.
Juntos aqui
afastados a anos luz.
São jogos
Falsetes
Dores de cabeça
Não há paciência
Só sal a mais.
Rasga,
Rasga mais uma vez
A mente, o corpo
- O espírito santo
Não dura, não perdura
- A raiva
Enublou, enjoou
E foi pena não ter acabado.
Vegetei, fiquei de coma
A calma,
não veio quando esperava.
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Não quero, ser
Sinto-me explodir
Há garras, que me cortam a carne
Magoam.
Rasgam
- destróiem quem sou;
Pouco a pouco a essência vai-se,
Deixo de ser quem me amou
terça-feira, 29 de julho de 2008
Relógios
Beijem-me com ardor
Que não tenho fôlego.
Só há negro e rasgos de branco;
Devias ouvir quando tudo é preto...
Não é fantasia ou animal
É só o ar que me canta,
As árvores murmuram
Choram o cinzento nocturno
Os peixes repousam:
Fervilham na sua solidão
Estou enternecido
Pelo dormir da noite,
Os suspiros do tão pouco que há
A noite nos meus braços
Não vai querer despertar
Ela é minha,
Apenas para eu admirar
Os lagos de vinho moribundo
Qual gentio gato evita,
Inundam-me o coração
- levito eternamente.
Deitei-me no seu leito
Dormi.
Embalei a noite,
Fugi para longe.
domingo, 20 de julho de 2008
Bright Lights
Parado.
Vejo histórias que se desenrolam
Por janelas intensas,
Repetições de tantas outras
- o metro descolou
O vinho já não basta
Ele próprio acabou
- sustenho o ar
Os encontrões em sucessões
- oscilo na invisibilidade à repugnância
Ninguém me espera.
Foi verde e veio o tinto
Rasca como a minha pele;
As folhas voaram para longe
Eu sou tudo o que ficou.
Acabou o sentido do alcóol
Da vida ou das beatas;
Resta-me o asco
Tão sentido pela minha mãe
Saltei,
E apartir daí foi tudo brilhante
quarta-feira, 16 de julho de 2008
Sem tinta na voz
Falta tudo...
De tudo,
Praticamente inexistente.
Vazio.
Não há sentido
Selou-se lentamente;
Pouco escorre ou nada sai
Gotas de futilidade
Dói-me a voz, não a alma
Presa no momento
Presa cada vez mais;
O dano físico que me recalca.
Falta o arranjo,
O conserto ausente;
A existência existe
Mas eu, não a sinto
sexta-feira, 11 de julho de 2008
Menina moça
As saias que rodam
Sem sequer parar
Permanecem rodadas
Excepto para a minha destoar
E moça dança,
Dança sem parar.
Provoca-me o ciúme
Irradia-me a frustração:
As cores de raiva consomem-me.
E ela sorri,
Roda cada vez mais
Deslumbra todos com o seu olhar
Tudo pára - o sossego.
Quebrei a roda
Sai do tempo
terça-feira, 8 de julho de 2008
É morte
Não percebo
Sufocado por entre a enclausura
Um breu mais negro que todos os outros.
Tic-tac, Tic-Tac
As ruelas do tempo
Companheiros calcetados
Íngremes avenidas sem elevação
Quero puder...
Ver mais do que este espectro,
Mas dizem-me que não.
Sinto-me agitadamente inactivo
Inúteis tempos mortos
Escravidão a uma liberdade que nos consome;
Sou fechado...em mim
Estou condenado
Rastejando em terra
Por entre lágrimas
- As minhas ou de outros
E já não são ruas
Mas paredes que me engolem
Como olhos brancos pintados,
De um mal maior que me devora
Esperneio por uma vida que não me compete.
Caio
-Numa queda mais intensa
Não ha fim ou tão pouco começo
Apenas o contínuo momento.
Um golpe
E outro de novo
Um a um os sinto,
Espancado por todos os sentimentos
A verdade tão inimiga
Ou a mentira que oculta,
Até mesmo o ódio que se enfurece
Cada um deles tem o seu juízo.
A morte nesta minha vida
A alma não resiste
Vegetal coma de esperança;
Não há regresso
E a partida foi esquecida.
Suplico;
Mais um homem que o gato mordeu
Pela neve
Sem destino ou abrigo
Candeeiros fundidos
Vergastadas de malícia.
Era so mais uma noite
Inocente e ignorante crespúsculo;
As cores brotam de mim
- E eu sorri
sábado, 21 de junho de 2008
De trapos feita
Pela maré febril da vida,
Escrevi estas palavras
Somente para as riscar
Pronomes, verbos
Talvez alguns nomes;
Cessei por completo a sua existência
A tinta que fora
Escritos que não o são.
Terão um céu para estarem tão sós!
De espírito deposto na cidade,
Em todos os segundos já mortas
As frases aqui compostas
As demais e outras poucas
Retirando cada um do seu espaço
Pelo que significa ou representa,
Nenhuma encanta
Nem tão pouco me seduz
Seja o escritor que perdeu o brilho
Ou a escrita sem alma
Tudo se presente deslocado
Quando o poeta,
Não é poeta para ele próprio
segunda-feira, 16 de junho de 2008
Cowboys Jazz
Senhor não me obrigue
Tenha algum dó,
Não me martirize!
Faltei aos prometidos
Não cumpri os prazos,
Roubei-lhe o tempo
A caneta e o papel
- Não dei conta de tal!
Piedade!
É assim que lhe chamam.
Acredite que não foi por mal,
A inspiração ainda não chegou
Está só um pouco atrasada;
Eu vou conseguir. Por si,
Acabarei as cartas
E a caneta é tão bela...
Oh!O papel tão caro
Tem que compreender
Foram os violinos do diabo,
Sussurrando ao meu ouvido
Palavra, atrás de palavra
Olhe as folhas!
Todas esborratadas,
Vede, eu acabei
Todas as suas cartas!
Fui em frente com a promessa,
Só uma semana atrasado.
Sim foi a inspiração,
Apanhou o comboio errado!
E o diabo pobre coitado,
Obrigou-me a escrever
Veja lá, acelerado.
Compreenda senhor,
Eu ainda sou o seu escritor;
Não o era para enganar
E o que roubei,
Agora devolvo.
Olhe, olhe!
Todas as suas cartas:
Poemas, contos, folhetos de amor.
Não me tome por louco
Dê-me o pão de hoje!
Estou só um pouco nervoso,
As insónias têm-me acometido.
Tudo por si...
Oh!Não me queime na praça
Deixai os meus papéis!
Leia, leia!
É tudo para si.
A loucura persegue-me
Febril febre do dia,
O coração esvai-se em tinta
Já não sou mais poeta.
quinta-feira, 22 de maio de 2008
Bairro Alto Groove
Corpos flutuando
Qual água de cristal.
Foi lento, tudo muito lento...
Não havia perdão em nós.
Os tecidos roçagando
Os sapatos que deslizavam
Voltas e voltas sem retorno,
A intensidade consumida;
O adeus das despedidas.
Fui inocente ao relembrar
Tola por ainda acreditar
As memórias não chegam
E a devassidão já é velha;
Quero sorver de novo a juventude
Oh! Quão ingénua.
Julgava ter em mim
Aquele esplendor
Tomara-me por eterna.
Já não há perdão,
Nem tão pouco havia
Resta-me a luxúria,
Lembranças de espectáculo
Para a longevidade,
Até ao fim dos pensamentos
Sou bailarina de sangue,
Aclamada.
Vem até mim,
Uma última vez
Põe a tocar a roda dos tormentos
Dançar, talvez, até...
Não haver mais fôlego.
Deu-se à corda do gramaphone,
Hoje...
A noite canta.
terça-feira, 13 de maio de 2008
Candelabros de Bolso
Naquele comboio de esperança
Rasguei o coração,
Vagão meio aberto
O acidente que foi notícia.
De ouvidos fechados
Cérebro por explodir,
Sinto-me presa
Vejo-me oca
Cambaleando ferozmente
Como luna-ática baloiçando;
Tactei-o porcaria
Cheiro pudor.
Queria desejar libertar-me
Assegurar um final feliz
Mas tudo é escuro...
Negro de desilusão.
As caixas que me comprimem
Cubículo, acima de cubículo
Descida, sobre descida
Enterrada para os vivos
Morta em suspiros;
Valerá a pena
Ter esperança no que for?
Dia após dia em prisão.
Pianos, contrabaixos e guitarras
Sons de sabedoria
Sons de fim
Sons do amanhã,
A manhã que tarda a vir
Ou que nunca virá.
Um, dois ou três relâmpagos
Chuva na cara que não molha
Cheiros que não chegam;
Eu e tu,
Tu e eu,
Nós os dois e mais um:
Somos tantos
Somos nenhuns,
Almas de muitos
Nas catacumbas de reis.
Pego no meu leve corpo
Levo-me mais além
Suja, comprometida
Por histórias sombrias;
De farrapos esfarrapada
Em espera,
D'um pêndulo que tarda a contar
As últimas certezas
Mais umas quantas tonturas.
Basta de amor
Deixemos para mais tarde
Suposto turpor que te atinge.
Dá-me um final por mim
Empresta-me algum abrigo,
Não cortes a pouca vida que há
Gémea alma inoportuna.
O sadismo em ti tão sádico
Perturba-me os fios já tão desgastados;
Em meu vil, sereno canto
Compromete-te com distância
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